Cultura

Feira de Santana recebe a exposição da ONU “Forever Free-Livres para sempre”

O comércio de seres humanos no Oceano Atlântico durante os séculos XVI e XIX é um dos tópicos mais aterrorizantes da história da humanidade. Até hoje deixa vestígios dolorosos, como o racismo, que muitas vezes de forma sutil, feri, assim como os grilhões e os chicotes que açoitavam os negros escravizados.

Apesar de ser um tema trágico, esse período não pode ser esquecido. Uma oportunidade para conhecer a história do tráfico de seres humanos escravizados no mundo é a exposição “Forever Free – Livres para sempre”, promovida pela Central Única das Favelas Bahia (CUFA-BA) e pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) que estará aberta até final de julho de 2015, no Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA), da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).

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A mostra, já exibida no Rio de Janeiro e Niterói, é composta por painéis que retratam – e explicam – a história do comércio transatlântico de seres humanos, foi criada pelas Nações Unidas para lembrar os 400 anos nos quais mais de 15 milhões de pessoas foram vítimas da escravidão.

“Forever Free-Livres para sempre” faz parte das atividades da Década Internacional de Afrodescendentes, que tem como objetivo aumentar a conscientização das sociedades no combate ao preconceito, à intolerância, à xenofobia e ao racismo. A Década (2015-2024), intitulada “ Pessoas Afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento” foi criada na Assembleia da ONU em 2013.

A história do comércio de seres humanos também é  tema do filme “A Rota do Escravo – A Alma da Resistência”, produzido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), traduzido e dublado pelo UNIC Rio.

Nele a história é contada através das vozes dos negros escravizados, mas também dos mestres e comerciantes de escravos. Cada um conta sua experiência: da deportação de homens e mulheres para as plantações até o cotidiano do trabalho e os movimentos de abolição.

Fonte: ONUBR

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