Najara Black

Najara Black | Foto : reprodução
Najara Black | Foto : reprodução

A estilista Najara Black começou produzindo camisetas com a logomarca da boneca com o cabelo black. Fez tanto sucesso nas festas de Salvador, que teve que expandir sua produção para outras peças.

Queria produzir uma moda afro contemporânea e se inspirou nas referências dos negros norte-americanos para criar as peças da N Black. Em agosto de 2012, abriu uma loja na Avenida Carlos Gomes, no Centro. Najara conta que o que levou a produzir moda afro foi a necessidade de afirmação que estava carente na cidade.

Em entrevista ao Cor & Estilo, a baiana falou sobre o surgimento da marca (ouça), o mercado de moda afro e as novidades para o verão 2014. Leia na íntegra.

Cor & Estilo | Como você define a moda que você produz?

Najara Black | Uma moda afro contemporânea. Temos uma leitura totalmente atual. Usamos alfaiataria, modelagens contemporâneas, malha, tricoline, sarja, tecidos que quem produz moda afro tradicional não usa muito. Nossa linha é urbana, trabalhamos com o streetstyle. Diferenciamos no corte, nas cores. Procuramos fazer peças para pessoas jovens que se identificam com a marca.

Cor & Estilo | Recentemente lançou a linha infantil. Como surgiu o interesse em produzir para esse público?

Najara Black | A moda infantil surgiu com a proposta de inovar.  Pesquisando o mercado, a gente trabalha com essa nova classe C, que compra roupa para seus filhos em fast fashion. As crianças ficam presas a determinados super-heróis.  Queria mostrar que podem estar vestidas com roupas diferenciadas sem estar com roupas de super-heróis. Então lancei, em setembro, a coleção de Verão  Infantil “Clubinho N Black”, que traz cor , estilo e atitude para as crianças.

Cor & Estilo | Como foi a criação da coleção Afrobaianidade?

Najara Black | Para o verão 2014 queria falar sobre a África. Como a África também tem a ver com baianidade, decidi fazer algo com essa mistura. Usei também referências do barroco e do artista plástico Rubens Valentim. Com todas essas referências fizemos uma estampa exclusiva para a coleção Afrobaianidade.

Cor & Estilo | Como analisa o mercado de moda afro?

Najara Black | Acredito que precisa de mais espaço. Está crescendo timidamente. Em Salvador enxergo poucas pessoas sendo reconhecidas. E o público nem sempre dar valor ao que é daqui. As pessoas veem, compram, reconhecem que seu produto é bom. Que são elaborados para eles, mas mesmo assim eles procuram dar valor a outras marcas, muitas vezes por questão de preço. Os grandes produtores que fazem eventos de moda na cidade precisam dar mais espaço para a gente. Não temos espaço, e se a gente não se mobilizar e não fizer, ninguém faz.

 
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